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Entidades organizativas da agricultura familiar, movimentos e associações propõem à Organização das Nações Unidas (ONU) a declaração do Ano Internacional da Agricultura Familiar para diminuir o êxodo rural, proporcionar o acesso à terra e realização da reforma agrária, propor o comercio internacional de produtos embasados numa efetiva e promissora política que estabeleça relação de mercado local e regional favoráveis aos produtores, com acesso à tecnologia e pesquisas direcionadas aos agricultores familiares, numa perspectiva global.
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Crédito para a agricultura familiar cai 51,8%

Os dados são da Superintendência Regional do Banco do Brasil

Os quase 5 mil agricultores familiares de Sidrolândia continuam enfrentando dificuldades para ter acesso as linhas de crédito para custeio das safras ou investimentos em seus lotes. Dados da Superintendência Regional do Banco do Brasil mostram que na safra 2011/2012, foram contratados R$ 2,9 milhões, menos de 4% dos recursos disponibilizados para Mato Grosso do Sul por meio do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), R$ 180 milhões.

Houve queda de 51,8% em relação à safra anterior (2010/2011) quando foram contratados R$ 5,6 milhões. O número de operações caiu de 274 (30 de custeio e 244 de investimento) para 149 (23 de custeio e 126 de investimento). Para atividades de custeio foram liberados R$ 288 mil e para investimento R$ 2,6 milhões, bem menos que os R$ 5,3 milhões da safra anterior.

O último lote de famílias que assinou contratos de financiamento com o Banco do Brasil foi em novembro do ano passado, quando 43 pequenos produtores tiveram acesso aos recursos. Eles aguardavam por linhas de créditos há mais de 5 anos. O assentado Amadeu Alves Rodrigues de 58 anos, morador do lote 101 no complexo do Eldorado, grupo Che Guevara, aplicou R$ 12.600,00 no gado leiteiro e o restante, R$ 7.400,00 formará pasto, custeará o plantio de cana, mandioca e milho.

 

Fonte: www.correiodoestado.com.br