Vigilância Conteúdo Inteligência

Vigilância
Conteúdo
Inteligência

Visitors Counter

082898
Today
Yesterday
This Week
Last Week
This Month
Last Month
All days
3
66
105
82454
1181
1635
82898

Seu IP: 54.81.195.240
Server Time: 2017-11-21 02:23:57

Este projeto visa gerar instrumentos de apoio ao desenvolvimento tecnológico e inovações da economia catarinense, com a criação e transferência ao setor produtivo de observatórios tecnológicos setoriais. O projeto está sendo elaborado na UDESC e tem apoio da FINEP e da FAPESC, orientando-se para que os observatórios tecnológicos que estão sendo desenvolvidos e implantados possam ser os pioneiros de uma série de outros. São inicialmente oito observatórios, em temas promissores, que têm características de potenciais exemplos a outras iniciativas.

A concorrência nos mercados nacionais e mundiais requer a inovação em produtos e processos, sendo o conhecimento um dos fatores competitivos principais que impulsiona e acelera o desenvolvimento técnico e a inovação. O acesso às informações e a geração de saberes regionais e setoriais é a condição fundamental que orienta este projeto. As redes e portais que hoje tem características de ser apenas mídia mostram-se insuficientes frente aos desafios da sociedade do conhecimento.

Os observatórios projetados têm como característica principal o ambiente de um “Content Management System”, onde os participantes podem acessar, incluir e trocar informações, negociar, cooperar em diversos aspectos empresariais, aprender, ensinar e dali obter conhecimentos.

A estruturação de observatórios tecnológicos pretende gerar fontes de conhecimentos que sejam também motivos para que os usuários estabeleçam redes de cooperação, com capilaridade local e setorial. É uma estratégia para o desenvolvimento dos setores produtivos, baseada na inovação.

O conhecimento que se pretende incentivar nos observatórios deve vir da observação, da leitura, de experimentos, de negócios e troca de idéias, como também do desenvolvimento de relações de confiança e de reciprocidade. Não basta estruturar um sistema informações e interligar os diferentes agentes por rede de comunicação. Há necessidade de criar um ambiente local propício às interações que favoreçam a inovação. Os primeiros observatórios catarinenses são em áreas estratégicas com potenciais de desenvolvimento acelerado, ou com carências estruturais, tais como da fruticultura de clima temperado, dos fabricantes de têxteis, dos desenvolvedores de jogos eletrônicos, de apoio à agricultura familiar, de desenvolvimento de fitoterápicos, de P&D em solos e em recuperação de áreas degradadas.

O apoio à inovação requer que o setor produtivo tenha interesse e veja opção estratégica o desenvolvimento técnico e cultural. O mercado brasileiro já requer melhores produtos mais sofisticados e de melhor qualidade, as leis e regulamentações também impulsionam para que os processos e serviços tenham mais qualidade e menores custos e o mercado internacional não permite a participação de empreendimentos não competitivos. A inteligência dos empreendimentos é um fator competitivo primordial atualmente e ela somente existirá com qualidade se os conhecimentos adquiridos individualmente por cada empresa e pelo arranjo, pólo ou cluster, servirem de base para os projetos. A inovação é executada na produção, mas somente tem sustentabilidade se apoiada em estruturas de interação tais como redes de pesquisa e desenvolvimento, redes de negócios de compra, venda e sub-contratação, em arranjos locais, em atividades de conferências e congressos, feiras e demais promoções.

Os observatórios tecnológicos são estruturas modernas, que reportam casos de sucesso em que ações públicas incentivaram projetos privados de gestão de conhecimento. Um observatório deve buscar qualidade das informações, dispor de uma boa gestão de conteúdo e de mecanismos de interação e estar comprometido com o bom desempenho dos participantes. Fundamentalmente deve ter a confiança que os participantes de que as informações veiculadas estão seguras e servirão para seus interesses.

A gestão proposta para cada observatório deve ser feita por um colegiado de representantes de interesses, com autonomia para gerenciar o observatório na forma de uma unidade de negócio. Esta forma de gestão proporciona meios de sustentabilidade financeira e da própria essência institucional do observatório que é a de inovar continuamente.

A construção de observatórios tecnológicos e de redes de informação e de extensão, com a devida capilaridade local e setorial, pode ser um fator de desenvolvimento dos setores produtivos e estruturas sociais. Os que demandam inovação devem ter acesso rápido e fácil a todo o estoque de conhecimento proporcionado pelas redes de comunicação e informação. O fornecimento de acesso a canais de informações e de possibilidade de aquisição de conhecimento é condição necessária para inserção a inovação nos sistemas de produção em escala nacional e mundial, na esteira da globalização de mercados.

Cada observatório disporá de um portal, que será a base operacional da rede correspondente, com papel ativo na inovação tecnológica. Pretende-se obter maiores sinergias nos processos de interações entre produtores de conhecimento e demandadores, apoiados pelas informações e comunicações da rede e por ações dos observatórios tecnológicos. Os operadores dos observatórios terão papel ativo na inovação tecnológica, para coordenar e agir na busca de informações, nas planificações setoriais e regionais e nas negociações envolvendo tecnologias, servindo como um importante meio para, de um lado, descrever o estado de artes e acompanhar tendências mundiais no setor produtivo, e por outro, conhecer e divulgar a realidade tecnológica regional.